Pai também precisa

Minsk
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Dia dos Pais convida à reflexão sobre a saúde mental masculina e a importância de demonstrar emoções para fortalecer os vínculos familiares

No próximo Dia dos Pais, além das homenagens e dos presentes, especialistas chamam a atenção para um tema que ainda é cercado por preconceitos: a saúde mental dos homens. Criados, muitas vezes, sob a ideia de que demonstrar sentimentos é sinal de fraqueza, muitos pais carregam uma vida inteira de emoções reprimidas, o que pode refletir em ansiedade, irritabilidade, isolamento e até no desenvolvimento de doenças físicas. O Ministério da Saúde alerta que os homens ainda procuram menos os serviços de saúde e tendem a buscar ajuda apenas quando os problemas já estão mais avançados.

Embora a figura paterna seja tradicionalmente associada à força, à proteção e à responsabilidade, especialistas destacam que ser emocionalmente saudável também faz parte do papel de pai. Afinal, filhos aprendem muito mais observando comportamentos do que ouvindo discursos. A forma como um pai lida com as próprias emoções acaba se tornando um modelo para toda a família.

Segundo o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da Clínica Hipnose para Todos esconder sentimentos não torna ninguém mais forte. “Durante décadas, muitos homens ouviram frases como ‘homem não chora’ ou ‘engole o choro’. O problema é que as emoções não desaparecem. Elas acabam encontrando outras formas de se manifestar, como ansiedade, irritação, estresse e até doenças físicas. A verdadeira força está em reconhecer as próprias emoções e pedir ajuda quando necessário”, afirma.

Na avaliação do especialista, um dos maiores presentes que um pai pode oferecer aos filhos é o exemplo da inteligência emocional. Demonstrar afeto, pedir desculpas quando erra, reconhecer limitações e conversar sobre sentimentos são atitudes que fortalecem os vínculos familiares e ensinam às crianças que vulnerabilidade faz parte da condição humana.

Renê ressalta que muitos pais dedicam praticamente todo o tempo ao trabalho, ao sustento da família e às responsabilidades do dia a dia, deixando o autocuidado sempre em segundo plano. “Quando foi a última vez que esse pai fez algo por ele? Um hobby, uma atividade física, um momento de lazer ou simplesmente uma conversa sincera sobre aquilo que está sentindo? Cuidar da própria saúde mental não é egoísmo. É uma forma de cuidar também de quem se ama”, destaca.

O especialista lembra que os filhos não esperam um pai perfeito ou um super-herói capaz de resolver todos os problemas. O que realmente faz diferença é a presença, o acolhimento e a capacidade de construir uma relação baseada no diálogo e no exemplo. “Os filhos precisam de pais que aprendem, recomeçam, reconhecem erros e mostram que ser humano também significa sentir, errar e evoluir. É assim que se forma uma geração emocionalmente mais saudável”, completa.

Neste Dia dos Pais, o convite vai além das comemorações. Reservar um tempo para olhar para a própria saúde emocional pode ser um dos gestos mais importantes que um pai faz por si mesmo e pela sua família. Afinal, cuidar da mente também é uma demonstração de amor.

Serviço: Hipnose para Todos
Renê Skaraboto
Neurocientista e Hipnoterapeuta
(41) 99692-9774
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.

(Fotos: Arquivo Pessoal / Web)

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