Nova geração assume os bastidores do teatro: jovens profissionais estão à frente da produção e do conceito visual do fenômeno “Mogli, O Musical”

Minsk
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Elenco de "Mogli, O Musical"
Elenco de "Mogli, O Musical"

Brian Monteiro e Anna Limazzi integram equipe responsável pela nova montagem, que aposta em pesquisa cultural, identidade própria e uma releitura mais próxima das origens indianas de “The Jungle Book”

Patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Integração Metropolitana, através do projeto IntegraRio, “Mogli, O Musical” chega a uma nova montagem que, em pouco tempo, conquistou o público de forma avassaladora. Enquanto o palco apresenta uma história conhecida por diferentes gerações, os bastidores de “Mogli, O Musical” revelam um movimento que vem ganhando cada vez mais espaço no teatro brasileiro: uma nova geração de profissionais assumindo posições de liderança na criação e produção de espetáculos.

À frente da direção de produção da nova montagem está Brian Monteiro, produtor cultural e fundador da Striker Produções. Com trajetória construída na produção teatral, audiovisual e na gestão de projetos culturais, Monteiro vem desenvolvendo trabalhos em diferentes frentes do mercado independente. Entre seus trabalhos recentes estão a produção executiva de “Bongas – Os Defensores da Natureza”, a produção do curta-metragem “We, Brothers”, realizado em parceria com profissionais brasileiros e estrangeiros e a produção do projeto “Rio na Decada do Oceano”, realizado na Ilha Fiscal com patrocínio da Engepron, por meio da lei de incentivo à cultura do município do Rio (Lei do ISS). Em “Mogli, O Musical”, o produtor participa da construção de uma montagem que procura unir a experiência adquirida em seus trabalhos anteriores com uma visão contemporânea de produção cultural.

– Existe uma nova geração chegando ao teatro não apenas para ocupar funções de assistência, mas para assumir a responsabilidade de criar, produzir e tomar decisões. Acho importante mostrar que é possível construir grandes projetos a partir de uma equipe jovem, com pesquisa, profissionalismo e uma identidade própria – afirma Brian Monteiro.

O movimento também aparece na concepção visual do espetáculo. Anna Limazzi, responsável pelos figurinos, desenvolveu uma pesquisa específica para aproximar a montagem das referências culturais da Índia, buscando fugir de representações genéricas e construir uma identidade visual própria para os personagens.

Formada em Artes Cênicas – Indumentária pela UFRJ, Anna atua como figurinista, estilista e stylist no teatro e no audiovisual. O seu trabalho inclui produções como “Bonga – Os Defensores da Natureza”, “O Fantástico Mistério de Feiurinha – O Musical” e o curta-metragem “We, Brothers”.

Para a nova montagem de Mogli, a pesquisa de figurino partiu de referências da cultura e da indumentária indiana, buscando elementos que pudessem contribuir para a construção individual de cada personagem.

Mais do que reproduzir uma estética indiana, a proposta foi compreender referências, formas, texturas e elementos culturais e transformá-los em linguagem teatral. Cada figurino foi pensado para possuir características próprias e ajudar a contar a história, estabelecendo relações entre aparência, personalidade e função de cada personagem dentro da narrativa.

– O figurino é parte da narrativa. A pesquisa foi importante justamente para entender quais referências poderiam ser incorporadas à linguagem do espetáculo sem simplesmente reproduzir uma imagem estereotipada da Índia. Cada personagem precisava ter sua própria identidade visual – revela Anna Limazzi.

Essa preocupação com pesquisa e identidade também está presente nos demais elementos da montagem. Inspirado em “The Jungle Book”, de Rudyard Kipling, “Mogli, O Musical” busca se aproximar das referências culturais e da atmosfera da Índia, país associado às histórias que deram origem ao universo de Mogli.

Cenários, figurinos, sonoridades e elementos visuais foram pensados para criar uma experiência que transporte o público para uma selva marcada por cores, mistérios e descobertas.

A montagem reúne 12 atores, 10 canções originais, cinco cenários e mais de 15 figurinos, acompanhando Mogli, um menino de 12 anos criado por lobos, em uma jornada ao lado de Balu e Baguera em busca da chamada flor vermelha.

A trajetória dos profissionais envolvidos também reforça o caráter independente da produção. Em um setor historicamente marcado por profissionais com longas décadas de atuação, Brian Monteiro e Anna Limazzi representam uma geração que começa a ocupar espaços de decisão e criação, trazendo novas perspectivas para a produção cultural e para a linguagem dos espetáculos.

Mais do que contar novamente uma história conhecida, “Mogli, O Musical” propõe olhar para esse universo a partir de novas referências — ao mesmo tempo em que coloca jovens profissionais no centro das decisões que constroem o espetáculo dentro e fora do palco.

Serviço de “Mogli, O Musical”:

Temporada: até 4 de outubro

Local: Teatro EcoVilla Ri Happy – Rua Jardim Botânico, 1008 (Dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro)

Sessões: sábado, às 11h e 19h (sessão extra), e domingo, às 11h

Ingressos: a partir de R$ 25, vendas no site https://www.ingresso.com/espetaculos/mogli-o-musical

Rede social: https://www.instagram.com/musicalmogli/

(Crédito: Erick Moura)

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