(Foto: Anna Levin)
“Paradises mostra o Ladytron em uma forma tão excelente que só dá para imaginar o que ficou de fora. Trabalho absolutamente estelar.” – Classic Rock
“…uma banda que vem moldando o som desde o fim dos anos 90…” – Glam Glare
“elegante, pulsante… cativante e propulsivo…” – Stereogum
“Os fãs sempre ouviram fragmentos de proto-house, electro inicial e disco refletidos no catálogo do Ladytron. Paradises traz esse impulso para o primeiro plano” – Post-Punk
“…pop new romantic grandioso…” – Pitchfork
Ouça “Paradises” aqui:
https://ladytron.ffm.to/paradises
Hoje, os ícones do electro-pop Ladytron retornam com seu oitavo álbum de estúdio, “Paradises”, já disponível via Nettwerk. Funcionalmente um álbum duplo, a obra de dezesseis faixas apresenta o Ladytron em sua fase mais mística, luxuosa e expansiva. O disco foi criado com um foco e direcionamento renovados, com a vida trazendo um lembrete oportuno de propósito e espírito. É mais um trabalho único de uma banda única — e uma destilação de tudo o que representam. “Quis escrever a partir dessa perspectiva e resgatar aquela sensação divertida do início, quando começamos no fim dos anos 90, quando não tínhamos nada a perder e um mundo de possibilidades se abria à nossa frente”, explica Mira Aroyo.
Com sessões iniciais em Liverpool em 2024, o processo teve um ar de retorno às origens após duas décadas de turnês e produções ao redor do mundo. Daniel Hunt revisitou seus primeiros anos na cultura underground de clubes da cidade e trouxe essa energia de pista de dança para o processo de composição. “Nós éramos DJs. Organizávamos nossas próprias festas. Em Liverpool, nos formamos não só dentro da cena pós-punk psicodélica centrada na Probe Records, mas também sob a influência de clubes como Cream e Voodoo — a cidade era um pulso magnético. Foi com equipes de Scouse House em estúdios vizinhos que aprendi a produzir.”
O noir balearic “A Death in London” foi a primeira música escrita para o álbum, carregando o espírito do projeto com um groove sedutor de marimba e uma leveza art-pop. Outros singles como “Caught in the Blink of an Eye”, “I Believe in You”, “I See Red”, “Kingdom Undersea” e “Evergreen” mostram uma sonoridade elegante e revitalizada. O videoclipe de “Evergreen” foi produzido pelo colaborador de longa data Sam, do estúdio studio//W-M//, que também assinou as capas de “Paradises” e “Witching Hour”.
Após mais de duas décadas explorando novos territórios sonoros e se consolidando como um dos nomes fundamentais dos anos 2000, Helen Marnie, Daniel Hunt e Mira Aroyo apresentam um trabalho aguardado que reafirma a identidade do grupo. “Paradises” é um disco vibrante, que mistura primitivismo tecnológico, disco, soul espectral e atmosferas balearic, criando uma experiência imersiva e cinematográfica.
Veja o clipe de “Evergreen” aqui:
Produzido por Daniel Hunt e mixado por Jim Abbiss (vencedor do Grammy pelo álbum de estreia de Adele), o álbum de 16 faixas marca o trabalho mais voltado à pista de dança do Ladytron desde “Light & Magic” e um dos mais ambiciosos desde “Witching Hour”. “Quando ouvi as demos de ‘Paradises’, fiquei impressionado. A variedade de composições e arranjos me lembrou ‘Witching Hour’, mas com uma identidade própria”, comenta Abbiss. Helen Marnie completa: “Foi como voltar para casa. A energia no estúdio criou algo realmente especial.”
Escrito e gravado ao longo de cinco meses entre o final de 2023 e início de 2025, o álbum passou por cidades como Liverpool, São Paulo, Montrose e Londres. O processo foi intenso e direto, com todas as faixas sendo criadas do zero — diferente de trabalhos anteriores da banda. “Cada vez que eu entrava no estúdio, saía com uma música nova. Eu não era tão produtivo desde o começo da banda”, relembra Daniel Hunt.
Musicalmente, o álbum percorre diferentes momentos: do disco hipnótico de “I Believe in You” ao peso de “In Blood”, passando pelo pop envolvente de “Caught in the Blink of an Eye” e pelas atmosferas melancólicas de “Free, Free”. Faixas como “Metaphysica” e “Evergreen” se destacam pela força e identidade, enquanto “For a Life in London” encerra o disco reunindo as vozes dos três integrantes em uma faixa final cinematográfica.
Um dos motores criativos do álbum foi o uso de equipamentos antigos e novos, reunidos por Daniel Hunt como uma espécie de monumento ao processo da banda. Essa abordagem trouxe de volta a estética e a experimentação dos primeiros anos, reforçando o caráter nostálgico e futurista do projeto.
“Paradises” surge como um ponto de equilíbrio entre passado e futuro, reafirmando o Ladytron como referência no electro-pop moderno — influência reconhecida por artistas como Christina Aguilera e até pelo Pet Shop Boys.

Track List:
1. I Believe in You
2. In Blood
3. Kingdom Undersea
4. I See Red
5. A Death in London
6. Secret Dreams of Thieves
7. Sing
8. Free, Free
9. Metaphysica
10. Caught in the Blink of an Eye
11. Evergreen
12. Ordinary Love
13. We Wrote Our Names in the Dust
14. Heatwaves
15. Solid Light
16. For a Life in London
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